CLIO História - Biblioteca: Banco de Imagens - Escravos
         
CLIO História
Prof. Almir Ribeiro
Banco de Imagens
ESCRAVOS: AS MÃOS E OS PÉS...
::: Introdução
::: O tráfico
::: O mercado
::: O trabalho
::: O cotidiano
::: A violência
::: A resistência
::: Abolição
::: Todas as imagens
 
Bibliografia
::: História da Vida Privada no Brasil, vol. 1 e 2. Coord. geral da coleção Fernando A. Novais. - SP, Companhia das Letras, 1997
::: 500 Anos Um novo mundo na TV. Vol. 2. Isabel Guillen, Silvia Couceiro. Brasilia, MEC. Sec. de Ed. a Distância, 2001.
::: Ver também citações ao final de cada documento.
 
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E se o castigo for freqüente e excessivo, ou se irão embora, fugindo para o mato, ou se matarão por si, como costumam, tomando a respiração ou enforcando-se, ou procurarão tirar a vida aos que lha dão tão má, recorrendo se for necessário a artes diabólicas, ou clamarão de tal sorte a Deus, que os ouvirá e fará aos senhores o que já fez aos egípcios, quando avexavam com extraordinário trabalho ao hebreus, mandando as pragas terríveis contra suas fazendas e filhos.”
(Antonil, Cultura e Opulência no Brasil, 1710)

A·S · M·Ã·O·S · E · O·S · P·É·S ...

Vai apanhar...A sociedade brasileira, durante mais de 350 anos, é eminentemente escravista e todas as relações socioculturais são permeadas por essa característica. Do escravo, a sociedade branca esperava fidelidade, obediência e humildade: "Essas três qualidades especiais conformam a personalidade do bom escravo". (Kátia Matoso, 1982). A aparente aceitação dessas normas não signficava que não houvesse resistências ou conflitos internos. No entanto, mesmo em meio ao horror que vivenciavam, eles precisavam tentar sobreviver. Os que não se adaptavam a essas exigências e não conseguiam se estruturar internamente na condição escrava provavelmente morriam.

Todo o Brasil...Pode-se imaginar o tamanho do desespero, da depressão e da insegurança que acometiam muitos escravos. Os que sobreviviam precisavam se adaptar às duras condições de trabalho, às longas jornadas, à alimentação precária, aos maus tratos e castigos. Essas eram as condições objetivas em que viviam. As regras básicas de sobrevivência implicavam trabalhar e obedecer. Não necessariamente sem resistência. (Guillen/Couceiro, adaptado)

Apresentamos nas páginas seguintes, documentos, gravuras e fotos que contam um pouco desta história. História ainda pouco conhecida da grande maioria e tratada marginalmente em nossos currículos escolares.

As duas imagens que acompanham esta introdução, e seus respectivos textos, são brilhantes e sintetizam esta história de dor e miséria que forjou o Brasil.

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