Março de 1968: "Mataram um estudante. Podia
ser seu filho", gritam os jovens. E o país entra
em crise.
"Entrei na fila para olhar o corpo do rapaz. Ele é
muito garoto e eu pensei se, em vez dele, fosse meu filho. Pensei
na mãe dele e quase chorei. Depois de quase uma hora encontrei
o meu garoto segurando um cartaz ao lado de um orador. Eu nunca
soube que ele andava metido em política estudantil, nem
sei se o aprovaria, mas naquela hora fiquei do lado dele".
(Depoimento de D. Maria de Assunção, funcionária
pública que soube dos acontecimentos pela televisão
e preocupada com a demora do filho de 17 anos, foi procurá-lo
entre as 50.000 pessoas presentes ao enterro de Édson Luís.
Velório de Édson Luís de Lima Souto, Rio
de Janeiro, 28 de março de 1968 |