Marchas
e hinos: os sons da guerra
Adolfito mata-mouros (1943)
(João de Barro e Alberto Ribeiro)
As referências a touros, toureiros e bandarilhas
lembram o papel desempenhado pelas tropas e pela
aviação de Hitler na luta contra
a República durante a Guerra Civil Espanhola.
Mas agora ele se meteu com um inimigo bem mais
indigesto: o touro de uma certa ilha (John Bull,
um dos símbolos do Império Britânico).
A marchinha aposta que ele será soprado
pelas gaitas de foles (outro símbolo britânico)
para bem longe. [ver
a letra]
A RAF em Berlim (1943)
(Benedito Lacerda e Darci de Oliveira)
No carnaval de 1943, já começava
a ficar claro que a derrota de Hitler era uma
questão de tempo - na verdade, de muito
tempo: a rendição alemã só
ocorreria em maio de 1945. De qualquer os bombardeios
da Royal Air Force, a RAF inglesa, já faziam
estragos em Berlim. [ver
a letra]
Abaixa o braço (1944)
(Elpídio Viana e Nelson Trigueiro)
Mais uma marchinha que antevê a derrota
próxima de Hitler, como ficou claro para
Dona Cecília - trocadilho com a Sicília,
que meses antes havia caído em poder das
tropas aliadas. A pitada política, opondo
o fascismo à democracia, parece ingênua,
mas já mostra como seria forte o impacto
do fim da guerra e da derrocada do nazismo na
luta pela redemocratização do país.
[ver
a letra]
Canção do
Expedicionário (1944)
(Guilherme de Almeida e Spartaco Rossi)
Esta versão, que traz apenas a metade dos
versos originais do poeta Guilherme de Almeida,
foi, sem dúvida, a que ficou mais popular.
Foi cantada pelo Brasil inteiro e pelas tropas
da FEB na Itália. [ver
a letra]
Para
ler...
O Brasil Vai A Guerra
O Processo de envolvimento do Brasil na Segunda
Guerra Mundial
Ricardo A. S. Seitenfus
Editora Manole, 376 págs., 3ª ed., 2003
Publicado pela primeira
vez em 1985, este livro foi resultado de cuidadosa
revisão da tese de doutorado do autor,
Ricardo Seitenfus, doutor em Relações
Internacionais pelo Instituto Universitário
de Altos Estudos da Universidade de Genebra. Importante
ressaltar que o livro ultrapassa a análise
tradicional das relações internacionais,
vai além do caráter restritivo ampliando
esse tema, ao englobar fatores concernentes às
relações intergovernamentais, tais
como a propaganda ideológica, as relações
econômicas, a cooperação militar,
a luta anticomunista e um outro aspecto, pouco
discutido, a diplomacia secreta e paralela. Assim,
abordando os fatos de cunho político e
econômico, e partindo da perspectiva histórica
brasileira, o autor discorre sobre os fatores
de maior implicância das relações
internacionais do Brasil nesse período,
baseando-se, quanto à metodologia empregada,
essencialmente na crítica e na confrontação
das fontes de origens diversas, que compreendem
numerosos documentos oriundos dos Estados Unidos
e do Eixo, documentos diplomáticos alemães,
documentos diplomáticos italianos que já
haviam sido publicados e outros inéditos
até então. O livro traz ainda uma
amostra do material pesquisado, compilado num
caderno especial com reproduções
de alguns documentos e fotografias importantes
do período.
O
Brasil e a Segunda Guerra Mundial
História de um Envolvimento Forçado
Vagner Camilo Alves
Editora Loyola, 208 págs., 2002
O livro traz um novo ângulo
de análise para examinar o processo de
envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
O argumento nele desenvolvido enfatiza o papel
estruturante da guerra, em especial da guerra
total, na delimitação das escolhas
possíveis para um país com poucos
recursos de poder no sistema internacional.
Um
Médico Brasileiro No Front
Massaki Udihara
Imesp, 380 págs., 2002
Este livro traz o diário
de Massaki Udihara na Segunda Guerra Mundial,
resgatando a memória da participação
do soldado brasileiro na Força Expedicionária
Brasileira, a FEB, que lutou no norte da Itália
entre 1944 e 1945, integrada às forças
dos Aliados contra o exército da Alemanha
nazista. Udihara descreve o cotidiano dos soldados,
as ações e as esperas para entrar
em combate, revelando as figuras do mundo sombrio
da destruição e fazendo entender
o que é a guerra e quais são os
dilemas que ela coloca para a condição
humana.
A
Nossa Segunda Guerra: Os Brasileiros em Combate,
1942-1945
Ricardo Bonalume Neto
Expressão e Cultura, 72 págs., 1995
Aborda a participação
dos soldados brasileiros nos conflitos ocorridos
na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
Para elaborar a obra, o autor consultou livros
e arquivos brasileiros e estrangeiros e realizou
entrevistas com ex-combatentes.
Veja também os livros citados
em fontes.
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